domingo, 26 de outubro de 2014

Cumpri minha missão, afirma Aécio em discurso após derrota

Recebido aos gritos de "Aécio guerreiro, orgulho brasileiro", o senador Aécio Neves (PSDB) disse que "sai mais vivo e sonhador" do que nunca desta eleição e com o sentimento de que cumpriu seu papel.
Em um pronunciamento de dois minutos em um hotel no centro de Belo Horizonte, o tucano agradeceu aos mais de 50 milhões de eleitores que votaram nele.
"Serei eternamente grato a cada um, a cada uma de vocês, que me permitiram voltar a sonhar e acreditar na construção de um novo projeto", declarou.
Em disputa acirrada, Aécio teve 48,4% dos votos válidos.
O candidato derrotado contou ter telefonado para a presidente reeleitaDilma Rousseff (PT) para lhe desejar sucesso na nova gestão e disse a ela que é preciso unir o Brasil.
"Considero que a maior de todas as prioridades deve ser unir o Brasil em torno de um projeto honrado e que dignifique a todos os brasileiros", revelou o senador sobre as palavras ditas a petista.
Aécio concluiu sua fala expressando o sentimento de dever cumprido. "Mais vivo do que nunca, mais sonhador do que nunca, eu deixo essa campanha, ao final, com sentimento de que cumprimos o nosso papel", disse.
"Repito para encerrar, mais uma vez, [o apóstolo] São Paulo, que é o que retrata para mim de forma mais clara o sentimento que tenho hoje, na minha alma e no meu coração: 'Combati o bom combate, cumpri a minha missão e guardei a fé'. Muito obrigada a todos os brasileiros."
ALIADOS
O ex-governador José Serra afirmou que o PSDB não fará nunca uma oposição "destrutiva, do tipo quanto pior, melhor" e que no Congresso o partido continuará combatendo "tudo o que combateu nesta campanha".
Em relação ao futuro, Serra disse que o que cabe "é colocar o país no rumo".

Dilma é reeleita: o desafio, agora, é fazer o Brasil avançar

A presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), durante campanha em Porto Alegre
A presidente candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), durante campanha em Porto Alegre - Felipe Dana/AP
(Atualizada às 20h33)
Depois de uma campanha extraordinariamente acirrada, uma vitória por margem estreita. É assim que a mineira Dilma Vana Rousseff, de 66 anos, chega a seu segundo mandato como presidente da República. A reeleição foi constatada às 20h31, quando, com mais de 98% das urnas apuradas, a petista alcançou 51,45% dos votos, não podendo mais ser superada por Aécio Neves (PSDB), que marcava 48,55%. A diferença de apenas três pontos porcentuais é a menor desde que o PT chegou ao poder, em 2002. Em 2010, a própria Dilma obteve 56% dos votos válidos, contra 44% do tucano José Serra.
A vitória apertada prenuncia um segundo mandato muito mais difícil para a petista. Na última semana da corrida eleitoral, o escândalo do petrolão atingiu em cheio a presidente e seu antecessor, Luiz Inácio Lula da Silva. Conforme VEJA revelou, o doleiro Alberto Youssef, por um acordo de delação premiada, afirmou à Polícia Federal que tanto ela como Lula sabiam dos esquema de desvios na Petrobras, investigados no âmbito da Operação Lava Jato. A corrida eleitoral acabou, e Dilma tem agora de lidar com os desdobramentos do caso. Ao mesmo tempo, terá de enfrentar uma oposição revigorada e o cenário desolador de recessão técnica com inflação em alta. A combinação de um escândalo de proporções inéditas, cujos ingredientes vêm todos de investigações oficiais, adversários fortalecidos e economia em crise pode envolver Dilma numa tempestade perfeita.
Mas, antes mesmo de estrear o novo mandato, a presidente tem de decidir se vai ignorar o ponto de vista de quase metade do eleitorado ou adequar suas políticas para levá-lo em conta. A estreita diferença entre os candidatos é reflexo de uma corrida eleitoral cercada de reviravoltas, pontuada por uma tragédia e que entrará para a história pela agressividade de que o partido da presidente fez uso para não deixar o poder. Como prenunciou Dilma em março de 2013, o PT "fez o diabo" nesta campanha. No primeiro turno, a máquina de propaganda petista voltou sua artilharia contra Marina Silva, que se tornou cabeça de chapa do PSB após a morte de Eduardo Campos e em pouco tempo ascendeu nas pesquisas. Desidratada, Marina não chegou ao segundo turno. Foi, então, a vez de Aécio Neves tornar-se alvo do PT. Com eficiência incomparável, a máquina petista construiu a narrativa segundo a qual o tucano desrespeita as mulheres e foi agressivo com a chefe da nação. A partir dali, o PT aumentou a quantidade de golpes abaixo da linha da cintura. Eleita, Dilma leva a sigla a um marco histórico: o Partido dos Trabalhadores se torna a única sigla a vencer quatro eleições diretas seguidas para o Palácio do Planalto.

Brasil volta às urnas na eleição mais acirrada da história

Candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB)
IMPREVISÍVEL – Os candidatos à Presidência da República, Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB): a mais acirrada disputa da história (Felipe Cotrim/VEJA.com)
O Brasil escreve neste domingo mais um capítulo importante de sua história. Em algumas horas, o país vai eleger quem comandará a Presidência da República pelos próximos quatro anos. Quatorze unidades da federação – treze Estados e o Distrito Federal – vão decidir seus governadores em segundo turno. Mais de 141 milhões de eleitores estão aptos a votar.

Neste domingo, o país encerra a campanha mais acirrada desde 1989, cercada de reviravoltas, pontuada por uma tragédia que chacoalhou a eleição e que termina manchada pela agressividade do partido que fez de tudo para não deixar o poder. Pela primeira vez desde a redemocratização, até o fechamento das urnas, o resultado é imprevisível. Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado aponta que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) estão tecnicamente empatados – a petista tem 52% das intenções de votos válidos, e o tucano, 48% (na margem de erro, de 2% para mais ou para menos, ambos podem atingir 50%).
Certo é que foi a mais tumultuada e complexa eleição dos últimos 25 anos. A trágica morte de Eduardo Campos, a meteórica ascensão e queda de Marina Silva, a profusão de denúncias de corrupção envolvendo o governo marcaram a disputa. O excesso de ataques e de mentiras também sujou o jogo eleitoral: a campanha agressiva patrocinada sobretudo pelo PT representou um retrocesso na construção de padrões democráticos mais elevados.
Por outro lado, torna-se essencial reconhecer que, a cada novo pleito, a ainda jovem democracia brasileira cria raízes mais profundas. Esta será a sétima vez seguida em que o Brasil elegerá um novo presidente pelas urnas. Uma sequência tão longa só ocorreu uma vez, no início do século 20. E, na época, o voto era restrito aos homens ricos e as eleições eram tradicionalmente fraudadas.
Por causa do horário de verão no Acre, que deixa o Estado três horas atrasado em relação a Brasília, os números da eleição para a Presidência só serão divulgados depois das 20h. Quando o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornar pública a primeira parcial da apuração, é provável que a contagem de votos esteja numa fase avançada.

sábado, 25 de outubro de 2014

Aécio abre quatro pontos de vantagem e consolida liderança a um dia da eleição

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 Pesquisa ISTOÉ/Sensus realizada entre os dias 24 e 25 de outubro mostra a consolidação da liderança do candidato do PSDB, Aécio Neves, a um dia das eleições. Segundo o levantamento que entrevistou dois mil eleitores de 24 Estados, Aécio soma 52,1% dos votos válidos, contra 47,9% da presidenta Dilma Rousseff. A diferença é de 4,2 pontos percentuais, o equivalente a 5,8 milhões de eleitores. Se for considerado o número total de votos, Aécio aparece com 45,7% e Dilma com 42%.  
Em se tratando da véspera do dia da eleição, é uma vantagem que praticamente decide a disputa em favor do tucano, que, em franca ascensão, tem atraído o maior número de eleitores indecisos nesta reta final. Esse movimento passou a ficar mais evidente na esteira das denúncias de corrupção que associam a presidenta Dilma ao escândalo da Petrobrás e depois do debate da TV Globo, realizado na sexta-feira.
A pesquisa realizada em cinco regiões do País e em 136 municípios ainda revela que o índice de rejeição à candidatura da petista Dilma Rousseff permanece bastante elevado – 42,5% dos eleitores afirmaram que não votariam na presidenta de forma alguma. A rejeição a Aécio é de 35,3%. A taxa de rejeição, segundo Ricardo Guedes, diretor do instituto, indica a capacidade de crescimento dos candidatos. Quanto maior a rejeição, menor a possibilidade de ascensão.   

PESQUISA ISTOÉ/SENSUS
Realização – Sensus
Registro na Justiça Eleitoral
BR-01193/2014
Entrevistas – 2000, em cinco regiões, 24 Estados e 136 municípios do País
Metodologia – Cotas para sexo, idade, escolaridade, renda e urbano e rural
Campo – Entre 24 e 25 de outubro
Margem de erro - +/- 2,2%, Confiança = 95%

Pesquisa MDA: Aécio tem 50,3% e Dilma 49,7%

Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta manhã mostra o candidato à presidência da da República pelo PSDB, Aécio Neves, numericamente à frente de Dilma Rousseff, mas em empate técnico. De acordo com o levantamento, o tucano teria hoje 50,3% das intenções de votos válidos contra 49,7% da candidata do PT à Presidência da República. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
 
O levantamento mostra que o candidato tucano oscilou em alta e a candidata à reeleição oscilou para baixo. Pesquisa anterior CNT/MDA mostrava que o porcentual de votos válidos para Aécio era de 49,5% contra 50,5% de Dilma.
 
A intenção de voto espontânea também mostram os candidatos empatados tecnicamente com Aécio Neves levando 44,4% dos votos e Dilma 43,3% do total. Na pesquisa estimulada os números vão a 45 3% para o candidato tucano e 44,7% para a candidata à reeleição.
 
A sondagem mostra que 43,3% dos entrevistados não votaria em Dilma de jeito nenhum enquanto no caso de Aécio, 42,8% dos consultados não votariam nele de jeito nenhum. No levantamento anterior, 41% não votariam em Aécio e 40,7% não votariam em Dilma.
 
A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR – 01199/2014 e realizada nos dias 23 e 24 de outubro com 2.002 pessoas entrevistadas em 137 municípios de 25 Unidades da Federação.
 
Fonte: Estadão Conteúdo

Ibope/Votos válidos: Dilma, 53%; Aécio, 47%

Pesquisa Ibope divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:- Dilma Rousseff (PT): 53%- Aécio Neves (PSDB): 47%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal 'O Estado de S. Paulo'.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
Dilma Rousseff (PT): 49%
Aécio Neves (PSDB): 43%
- Branco/nulo: 5%
- Não sabe/não respondeu: 3%
Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01195/2014.
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55%

Datafolha/votos válidos: Dilma, 52%; Aécio, 48%

Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (25) aponta os seguintes percentuais de votos válidos no segundo turno da corrida para a Presidência da República:
Dilma Rousseff (PT): 52%
Aécio Neves (PSDB): 48%
Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.
A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal 'Folha de S.Paulo'.
De acordo com o Datafolha, a presidente Dilma Rousseff (PT) chega à véspera da votação empatada tecnicamente com seu adversário, Aécio Neves (PSDB). Mas, segundo o instituto, 'é maior a probabilidade de Dilma estar à frente'.
No levantamento anterior do instituto, divulgado no dia 23, Dilma tinha 53%, e Aécio, 47%.
Votos totais
Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:
- Dilma Rousseff (PT): 47%
- Aécio Neves (PSDB): 43%
- Em branco/nulo/nenhum: 5%
- Não sabe: 5%
Os dois candidatos estão tecnicamente empatados dentro do limite da margem de erro.
Datafolha ouviu 19.318 eleitores em 400 municípios nos dias 24 e 25 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01210/2014.
Certeza do voto
O Datafolha também perguntou, entre os dois candidatos, em quem os eleitores votariam com certeza, em quem talvez votassem e em qual não votariam de jeito nenhum. Veja os números:
Dilma
46% - votariam com certeza
14% - talvez votassem
38% - não votariam de jeito nenhum
1% - não sabe

Aécio
41% - votariam com certeza
16% - talvez votassem
41% - não votariam de jeito nenhum
2% - não sabem
1º turno
No primeiro turno, Dilma teve 41,59% dos votos válidos e Aécio, 33,55%
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